Posts sobre animais sempre me emocionam, afinal eu sou mesmo sou uma apaixonada por bichos. Em dado momento da minha vida cheguei a ter no quintal da minha casa um abrigo de animais que tirou das ruas mais de 50 cães e 98 gatos. Minha mãe de criaçou começou esse trabalho meio sem ter planejado e a coisa se espalhou com gente trazendo bichinhos feridos e abandonados de toda a parte da cidade. Como a grana não dava, eu mesma aprendi a dar injeções fazer curativos e até a ajudar em partos (virei muito cachorrinho que entalava de bumbum para nascer do jeito certo).
Até os funcionários da extinta carrocinha nos ligavam toda sexta-feira (dia de sacrificar os bichinhos) pra gente ir la tirar do corredor da morte o cãozinho que não tivesse conseguido um lar antes dos 15 dias tolerados na zoonoses.
Foi um momento muito rico da minha vida onde eu convivi com o melhor e o pior da espécie humana.
Envenenadores de cães e gatos e protetores de bichos de rua.
Presenciei uma história muito interessante. Eu vivia num lugar um tanto quanto perigoso, repleto de gangues e disputas de ponto de drogas. A gente passava por uma fase difícil porque uma das vizinhas que nao gostava de animais (nem de crianças e nem de idosos) começou a entrar na nossa casa e a envenenar nossos bichos. Ela matou mais de 20! E nem fazia questão de negar a autoria, tamanha era a certeza da impunidade.
Um dia meu gato não foi me buscar na esquina como sempre fazia. Eu voltava da Faculdade e ele estava lá a três quadras de casa, me esperando no ponto de ônibus todas as noites!
Eu digo meu gato (embora ele jurasse que eu é que era dele) porque os outros gatos eram para doação. Cuidávamos deles, vermifugávamos e na medida do possível castrávamos e daí doávamos.
Alguns desses gatos por serem muito feinhos, cegos, sem perna ou doentinhos, acabavam ficando com a gente.
Esse não foi o caso do Nicolau. O Nicolau era um gatão amarelo do rabo peludo e um pescoço fofo, felpudo. Foi ele que me adotou. Chegou em casa já adulto, com uma vida bem sofridinha, e se apaixonou por mim de cara. Acabamos nos tornando "indesgrudáveis". Ele acordava comigo, ficava no meu pé enquanto eu tomava café da manhã, e se eu estava em casa ele estava lá comigo. Quando ia para a Faculdade ele ia comigo ate o ponto de ônibus e me esperava . Daí quando eu voltava, lá estava ele de novo, esperando por mim.
Quando nao vi o Nicolau no ponto logo pensei o pior, mas achei que podia ser atropelamento, mas quando cheguei em casa ele tava na soleira da porta. Durinho. Aquilo sufocou meu peito.
A vizinha já tinha matado muitos gatos, e a cada morte a casa virava um rio de lágrimas, mas daí foi a gota d'agua. Eu chorei tanto! Gritei tanto que as janelas das casas vizinhas começaram a se acender.
Chorei com gosto, como se diz por aí!
No dia seguinte logo cedo apareceu um homem na porta.
Tinha um rosto sereno mas estava muito sério. Ele tinha um husk siberiano como companhia e já foi logo se apresentando:
Já sei que tem uma mulher aí que não gosta de crianças e que tá matando bichinhos inocentes, mas não se preocupa não que a partir de hoje não vai morrer nessa casa mais nenhum bicho que não seja por causas naturais. Todos aqui já estão avisados que se morrer um bicho dessa casa quem eu achar como culpado vai sofrer seríssimas consequências.
Não preciso dizer que nunca mais puseram a mão nos nossos bichos né?
Só que o tal xerife era um dos chefes de tráfico de uma das gangs locais. Vai entender...eu nunca entendi.
Essa matéria daí de baixo é só uma alegre tentativa de mostrar que apesar das touradas e rodeios da vida, apesar dos maus tratos de cães e gatos e etc, ainda tem muita gente boa, muito herói anônimo por aí, como esses bombeiros daí (e muitos outros) o são.
04/09/2012 20h30 - Atualizado em 04/09/2012 20h30
Bombeiros do DF salvam nove filhotes de cães de área de incêndio
Cães tinham acabado de nascer e estavam em buraco, segundo bombeiros.
Mãe não estava no local; agentes levaram filhotes para área segura.
O Corpo de Bombeiros recolheu nove filhotes de cachorro de uma área de incêndio na região do Varjão, no Distrito Federal, na tarde desta terça-feira (9). As imagens foram registradas pelo DFTV.
Segundo os bombeiros, os filhotes tinham acabado de nascer e estavam dentro de um buraco sem saber como fugir das chamas.
A mãe não foi localizada pelos bombeiros. Os filhotes foram levados para a varanda de uma casa perto do local para que a mãe pudesse se aproximar e alimentá-los. Até as 19h os bombeiros permaneciam no local trabalhando no combate ao incêndio.
A mãe não foi localizada pelos bombeiros. Os filhotes foram levados para a varanda de uma casa perto do local para que a mãe pudesse se aproximar e alimentá-los. Até as 19h os bombeiros permaneciam no local trabalhando no combate ao incêndio.
Filhotes de cães que foram retirados de buraco próximo a chamas (Foto: Reprodução/ TV Globo)



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